Barata Eletrica27:(mestrado27.txt):13/10/2002 << Back To Barata Eletrica27


Homepage Blog do Fanzine ═ndice No 27 ═ndice N·meros Anteriores Contato http://barataeletrica.cjb.net http://www.inf.ufsc.br/ Versπo Txt http://www.barataeletrica.rg3.net ____ _ _ _ / ___|___ _ __ ___ ___ (_)_ __ (_) ___(_) __ _ _ __ _ _ _ __ ___ | | / _ \| '_ ` _ \ / _ \ | | '_ \| |/ __| |/ _` | '__| | | | | '_ ` _ \ | |__| (_) | | | | | | (_) | | | | | | | (__| | (_| | | | |_| | | | | | | \____\___/|_| |_| |_|\___/ |_|_| |_|_|\___|_|\__,_|_| \__,_|_| |_| |_| __ __ _ _ | \/ | ___ ___| |_ _ __ __ _ __| | ___ | |\/| |/ _ \/ __| __| '__/ _` |/ _` |/ _ \ | | | | __/\__ \ |_| | | (_| | (_| | (_) | |_| |_|\___||___/\__|_| \__,_|\__,_|\___/ Derneval R.R. Cunha A vida ap≤s o diploma: As pessoas que nπo entenderam a minha demora em trazer um novo n·mero deste fanzine talvez nπo saibam o que Θ p≤s-graduaτπo. ╔ aquela coisa: a vida inteira vocΩ vai na escola e tenta ser um aluno aplicado (ou nπo). Passa um suor danado e consegue (ou nπo passar no Vestibular). Entra na faculdade querendo ser o melhor aluno da classe, aquele que vai passar em tudo, tirar dez, fazer o curso no prazo mφnimo. Chega no 2o ano, comeτa a descobrir que o barzinho da faculdade Θ muito bom. No terceiro ano acha que vai formar em cinco anos. No 4o ano jß comeτa a encher o saco. No 5o ano estß xingando todos os professores. Se nπo desisitiu e conseguiu se formar, ufa! Dependendo do caso, recebe um telefonema, pedindo que traga umas xeroxs de documentos. Chegou lß, pedem para assinar aqui e ali. Pronto: Adeus! Nπo tem ninguΘm tirando foto nem cumprimentando. Acabou mais um perφodo da sua vida. Legal. Comeτa-se entπo o problema: procurar emprego. Mas mesmo encontrando trabalho (nπo confundir com emprego, que tem carteira assinada e s≤ os outros Θ que tem), como fazer com aquele hßbito de ir α aula. Para alguns Θ super-fßcil. Basta casar e ter filhos para tirar da cabeτa qualquer idΘia de voltar a estudar. Para quem mora em cidade grande, como Sπo Paulo, se formar significa perder um monte de amigos. Aquele pessoal que encontrava todo dia na sala de aula, agora s≤ quando tem tempo (e ninguΘm tem tempo depois que comeτa a trabalhar). ╔ um tal de encontrar novos amigos e torcer para que eles queiram aparecer na sua casa. Graτas a internet, isso nπo Θ mais necessßrio. Para as mulheres deve ficar mais interessante: agora tem que ir a luta atrßs de alguΘm, nos bares da vida, conhecer estranhos completos e decidir em minutos se volta para casa para assistir novela ou se achou o "homem ideal". A parte mais chata Θ que a vida jß nπo tem o mesmo objetivo. A curiosidade de aprender Θ vφcio. Depois vΩm a constataτπo: todo mundo tem diploma. O mercado de trabalho valoriza uma p≤s-graduaτπo. Ter diploma Θ o mesmo que ter 2o grau completo. Os melhores empregos pedem algo mais. O ·nico jeito Θ voltar para a Faculdade... Como fazer? Pr≤s e Contras: Retomar os estudos tem algumas vantagens em relaτπo α graduaτπo: * A pessoa jß sabe o que quer da vida * Pode conseguir Bolsa de Estudos * ╔ algo sΘrio, nπo Θ o mesmo que aguentar a vida de graduando Hß desvantagens, como: * Nπo pode reprovar na matΘria nem repetir (pega mal para o currφculo e impede concessπo de bolsas) * Os professores levam a sΘrio aquilo que vocΩ escreve. * Nπo existe possibilidade de se levar com a barriga (quem faz isso dificilmente chega atΘ o final) * Nπo se pode fazer P≤s sem ter graduaτπo antes, apesar que uma p≤s nπo impede que (o masoquista) faτa outra graduaτπo(1). Existe o Mestrado e o Doutorado. Vßrios professores com quem conversei me deram o toque que o Mestrado Θ apenas uma espΘcie de "treinamento" para a fase mais importante, o Doutorado. O Mestrado, que dß ao indivφduo o tφtulo de Mestre, permite, entre outras coisas, dar aulas para o 3o grau. O que nπo Θ pouco, se considerarmos o desemprego no Paφs e a quantidade de aulas de graduaτπo que sπo dadas por gente sem tφtulaτπo. Primeiros Passos: Decidir com o que tema se quer trabalhar. Em outras palavras, qual o seu projeto de estudo. Deveria definir isso antes, mas fica pra depois. Se vocΩ nπo se arrependeu da graduaτπo que fez, essa Θ a hora de procurar seus antigos professores (caso vocΩ jß nπo tenha feito antes de se formar) e ver se algum daqueles que vocΩ mais gosta tem interesse em ter vocΩ como "orientando". Por que o orientador Θ tπo importante? Hß uma fßbula que nπo vou repetir agora, mas que explica tudo, veja no final do texto. Hß vßrios tipos de "orientaτπo", como irß descobrir: * Os que acham vocΩ inteligente mas nπo tem vagas * Os que acham vocΩ inteligente mas nπo entendem o seu projeto de mestrado * Os que acham vocΩ inteligente, seu projeto estß bom, mas nπo tem tempo de orientar ninguΘm, se vira * Os que acham vocΩ inteligente, mas gostariam de orientar somente pessoas que fossem dentro de seu universo de pesquisa (Um professor de alemπo nπo pode orientador ninguΘm com foco em oceanografia, por exemplo) * Etc, etc.. O orientador pode lhe ajudar a entender toda a problemßtica da P≤s. Um bom orientador abre os horizontes do orientando e permite queimar etapas. Se houver vontade de fazer a P≤s jß durante a graduaτπo, a dica Θ fazer as chamadas "Iniciaτ⌡es Cientφficas", que sπo pesquisas com bolsa, orientadas por professores, nem todas as faculdades tem isso, algumas nem sabem que isso existe. O aluno auxilia o professor a fazer alguma coisa, tipo "catalogar suspiros de borboletas" e recebe uma ajuda financeira. ╔ o tipo de atividade que ajuda a ganhar pontos para uma futura carreira acad:Ωmica. Muito importante Θ saber colocar o projeto em palavras. Se a carreira que escolheu nπo tem trabalho de conclusπo de curso ou equivalente, Θ importante encontrar algum curso que ensine metodologia. Isso ensina como deve ser escrito um projeto nos seus mφnomos detalhes. Nπo Θ a mesma coisa que fazer redaτπo de vestibular. ╔ preciso definir o objeto de estudo, como se irß pesquisar, quais serπo as ferramentas, a hip≤tese, etc, etc.. Se comeτo a escrever sobre isso, me desvio do assunto principal. Quanto a importΓncia de definir seus objetivos em papel, basta dizer que nπo te dπo bolsa se isso nπo estiver muito, mas muito bem definido. A melhor maneira de se informar, depois de fazer cursos de metodologia e ler livros, Θ ter orientaτπo de quem jß passou pelo sufoco. A leitura do livro do Humberto Eco "Como fazer uma Tese" para mim foi muito boa, mas Θ preciso reler com calma e mesmo assim, hß coisas que s≤ fazem sentido bem depois. Tema da dissertaτπo: Devagar se vai longe. Esse Θ talvez o mais importante (Θ preciso ser muito bom de estudo para se pesquisar um tema que se deteste). ╔ preciso escolher o que vai se estudar, e em qual setor se encaixa sua pesquisa. Vamos ver um tema aleat≤rio para demonstrar o problema. Pode-se pesquisar sobre "Borboletas Azuis da Patag⌠nia". Mas onde, em que faculdade estudar isso? Na literatura? No meio ambiente? Ou como as tais borboletas influem na aviaτπo comercial? Nπo se pode simplemente escolher um tema e escrever tudo sobre ele. Aφ cai-se no que os orientadores chamam de fazer uma tese sobre "Deus e seu tempo". Nunca fica pronta. . Nπo. O objetivo Θ escrever algo do tipo, sei lß: "A influΩncia do peyotl no incremento da capacidade reprodutiva de Borboletas Azuis da Patag⌠nia". Claro que isso especifica (a palavra adequada Θ delimita) o que se vai fazer com o objeto de estudo. Quanto mais delitmitado o objeto de estudo, mais fßcil fica do orientador acreditar que vocΩ serß capaz de levar isso adiante. Mas tambΘm nπo basta somente escrever o tφtulo nem apenas definir e detalhar os procedimentos que irπo lhe dar os resultados da pesquisa. Seria muito bom que tudo fosse assim tπo fßcil. ╔ necessßrio tambΘm que a pesquisa seja algo novo. Que adianta fazer algo que todo mundo jß conhece? ╔ preciso alterar nem que seja a metodologia usada. E outro detalhe importante. O orientador precisa estar capacitado a orientß-lo nesse tema. Nπo se pede a alguΘm de Letras para orientar uma tese sobre Energia Nuclear. Como se decidir A escolha do tema tem a ver com o rumo da sua carreira universitßria. A grande maioria dos que eu conheτo faz o mestrado para dar aulas para o 3o grau, ou seja, virar professor universitßrio. Atualmente, hß muitas faculdades e universidades por aφ, vendendo (isso mesmo, vendendo) o sonho de ser alguΘm com diploma e com gente sem mestrado dando aula. Entπo Θ possφvel "garantir" (se vocΩ nπo for despedido depois que o fiscal do MEC for embora) o ganha-pπo dando aulas para gente que quer se formar na mesma profissπo que vocΩ. Hß outros que estπo preocupados apenas com o tφtulo de Mestre, como alguns que estπo trabalhando e precisam do tφtulo para uma promoτπo. Uma forma de se definir o rumo Θ fazer matΘrias na P≤s-graduaτπo como "aluno especial". ╔ uma opτπo disponφvel ou nπo nas faculdades. Basicamente se escolhe uma disciplina que tem a ver com o tema que se quer estudar, depois se conversa com o professor, cursa as aulas e vΩ se atΘ o final do curso, a luz aparece para iluminar o seu caminho. VocΩ nπo Θ ainda p≤s-graduando, mas talvez consiga fazer com que a nota e a frequΩncia sejam validadas para sua p≤s, quando comeτar a cursar. O lado ruim Θ que dependendo da faculdade, vocΩ paga para fazer essa matΘria. Esboτo de Projeto: Esse texto abaixo eu me baseei noutro que nπo sei se foi na Escola de Comunicaτ⌡es e Artes ou se foi em outro lugar que peguei. Pode ser que seja do CNPQ ou da FAPESP. Os comentßrios sπo de minha autoria. Normas para apresentaτπo de projeto de pesquisa Nφvel: Mestrado ou doutorado OBS: O projeto de pesquisa deve ser apresentado em linguagem clara. A pessoa tem que mostrar que sabe escrever. Saber escrever no caso, Θ algo diferente de redaτπo para o vestibular, diga-se de passagem. Significa mais que usar a crase ou conjugar verbos. Exige um tipo de crφtica que amigo nπo faz quando lΩ, mesmo que saiba portuguΩs bem (a nπo ser que esse amigo seja p≤s-graduando e jß passou pelo processo). Ser bom em redaτπo nπo significa ser bom em redaτπo de projeto de pesquisa, por que implica em portuguΩs tΘcnico. Para se ter uma idΘia (depois que vi p≤s-graduando perguntar se exato era com s ou com z, dentro da USP, Θ bom explicar) isso que eu escrevo no ElΘtrica Θ coloquial e sem revisπo ortogrßfica, apesar do meu esforτo em colocar bibliografia. Sugiro colocar as idΘias no papel, depois ler, reler e reescrever sei lß quantas vezes. ╔ preciso estruturar e conceituar o que se pretende em menos de 20 pßginas datilografadas ou digitadas de espaτo duplo (fonte: Times New Roman, tamanho 12), incluso a bibliografia. Quanto mais conciso e inteligφvel, maior a chance de um orientador topar ler atΘ o fim. O conjunto de papΘis denominado "projeto de pesquisa" Θ dividido nas seguintes partes: CAPA: Que deve conter: * tφtulo explicando o projeto (pode ser alterado DEPOIS que vocΩ conseguiu o mestrado, mas isso Θ DEPOIS) * nφvel do projeto, se Θ mestrado ou doutorado * ßrea de concentraτπo (nπo adianta submeter um projeto de matemßtica em uma faculdade de literatura celta) * linha de pesquisa * nome do autor A pßgina 1 obrigatoriamente deve ter um mßximo de 5 linhas com o tφtulo e resumo do projeto PROJETO DE PESQUISA 1) INTRODU╟├O Dispensa-se maiores comentßrios. 2) OBJETO Compreende: * Assunto e problema de pesquisa (problema subentende-se que alguma indagaτπo ou d·vida ou sei lß o quΩ que merece ser estudada dentro do assunto). * Justificativa (pra quΩ se dar ao trabalho de ficar investigando isso, se vai diminuir o desemprego, se a vida sexual dos cangurus vai melhorar, qualquer coisa S╔RIA que justifique o esforτo - ganhar bolsa de mestrado nπo vale, mesmo por que as chances sπo mφnimas, bem mφnimas de conseguir, sem falar que seu projeto pode ser adornado com um hieroglifo vermelho enorme semelhante α letra "X" se a pessoa encarregada de ler seu material captar essa intenτπo e .. nπo adianta repetir uma pesquisa que jß deu certo para alguΘm no ano passado, deve ser algo original, novo). 3) QUADRO TE╙RICO DE REFER╩NCIA Nπo se tira o projeto de pesquisa de dentro da cabeτa. Nπo. Mesmo que se faτa um projeto ligado α artes plßsticas (donde realmente o que conta Θ a sua capacidade de tirar as coisas de dentro da cabeτa), o projeto de pesquisa tem que estar inserido dentro das pesquisas existentes e a bibliografia tem que ter alguma coisa a ver com a bibliografia fundamental. 4) OBJETIVOS Dividem-se em objetivos gerais e especφficos ou te≤ricos e prßticos. 5) PROCEDIMENTOS METODOL╙GICOS Seria explicitar os mΘtodos e tΘcnicas de investigaτπo que serπo utilizados e por que esses mΘtodos sπo adequados ao projeto. Podia me detalhar mais sobre isso, mas seria facilitar muito a vida. Apenas digo que se isso nπo estiver muito claro, nπo adianta. 6) CONSIDERA╟╒ES FINAIS Como diz o nome.. 7) SUM┴RIO DA PESQUISA Vamos por partes, como dizia Jack (TheRipper). ╔ preciso ordenar o projeto. ═tens, t≤picos, capφtulos, partes. Se vc aprendeu html sem esses editores de hoje, mas no braτo, com toda aquela mπo de obra de conhecer de cabeτa as tags, entπo pode entender o por quΩ de tanta coisa relativa α ordenaτπo de φtens. O inφcio do uso de html (sem aquelas frescuras de javascript, php e flash) visava a publicaτπo de trabalhos acadΩmicos. Entπo essa divisπo de temas, subtemas, etc.. Θ essencial. 8) REFER╩NCIAS BIBLIOGR┴FICAS Existe norma para tudo. Inclusive para se relacionar as fontes bibliogrßficas que serπo usadas no projeto de pesquisa. Lembra dos livros que vocΩ leu, aquele jeito estranho de se relacionar o nome do autor, livro, editora, local, data, etc, etc? Por aφ. Tem que ser daquele jeito, denominado ABNT, vide http://www.bu.ufsc.br/home982.html. Atualmente pßgina de internet tambΘm vale como referΩncia. Ex: CUNHA, Derneval R.R.."Como iniciar um Mestrado". Maio de 2002. In: ElΘtrica Fanzine. Disponφvel em http://www.inf.ufsc.br//mestrado.html. Acesso em: 08/05/2002. Mßximo de 3 pßginas de bibliografia. E nπo vai esquecendo, meu: essa coisa de bibliografia faz um p(*) duma diferenτa. Nπo vai marcar bobeira com isso que vocΩ se estrepa. 9) CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES DE PESQUISA Jß ouviu falar disso? Pois Θ, a gente nem sabe se vai morrer atropelado amanhπ, mas tem que fazer um planejamento para 2 anos (pelo menos na USP) de estudos. Em outras palavras, esclarecer quanto tempo vai se levar para cursar os crΘditos e quanto tempo irß ficar pesquisando. Depois de um tempo mφnimo tem a qualificaτπo, ap≤s o que tem a redaτπo da dissertaτπo e por fim a defesa da Dissertaτπo. Como aprender essas quest⌡es de metodologia Existe uma carΩncia de cursos bons sobre metodologia. ╔ essencial porΘm procurar bons livros sobre o assunto, tanto para redigir o projeto de pesquisa como para fazer o trabalho depois. Aqueles que tiveram o martφrio de entregar os famosos TCCs, Trabalho de Conclusπo de Curso (alguns cursos universitßrios exigem que o aluno escreva sobre algum tema para receber o diploma). Vπo estar um pouco mais a frente daqueles que nπo tem nada disso no currφculo. Curso de metodologia Θ algo que pode ser chato como aprender a programar em COBOL ou fazer declaraτπo do imposto de renda (daqueles que nπo sπo isentos), mas nπo existe alternativa. Diferenτas entre Mestrado e Doutorado O Mestrado Θ considerado pelos acadΩmicos como treinamento para o doutorado. Em teoria pode-se ir direto para o Doutorado, mas sofre-se mais um pouco. No Mestrado Θ exigida a proficiΩncia em uma lφngua estrangeira. No Doutorado sπo duas lφnguas. Se vocΩ acha que saber inglΩs Θ difφcil, imagina saber inglΩs e outra lφngua. S≤ no final do mestrado Θ que se realmente entende o significado da palavra "Doutorado" e por que o Brasil tem tπo poucos doutores. ╔ tπo complexo explicar o que Θ Doutorado para leigos que nem vou me dar ao trabalho. As provas de Mestrado Isso Θ um enigma. Nπo sei o que falar. Inφcio do Mestrado Vc conseguiu. Passou nos exames, arrumou orientador, jß estß comeτando as aulas. Leu o Regimento da P≤s? Provavelmente nπo. Talvez sim. Quem sabe. Se ler, irß descobrir que existem coisas como limite de prazo p. completar o Mestrado, φndice de aproveitamento, n·mero de matΘrias, etc, etc.. Algumas coisas Θ bom saber antes de fazer a matrφcula: por exemplo, que nπo pode bombar nas matΘrias (isso se vocΩ pretende ter Bolsa de Estudos algum dia). Fazer muitas matΘrias logo de cara tambΘm Θ besteira. Mestrado rßpido, s≤ se vocΩ tiver pa(i)trocφnio ou bolsa. Quantas matΘrias? O ideal seria no mßximo 2 matΘrias por semestre. 3 matΘrias por semestre Θ coisa para quem quer terminar o mestrado rßpido. Atualmente estπo querendo que a pessoa faτa tudo em 2 anos, entπo tenta nπo estragar a coisa fazendo 4 ou 5 matΘrias de uma s≤ vez que vocΩ se estrepa. Leva em consideraτπo nπo s≤ o tempo em que irß ficar sentado tendo aulas, mas tambΘm o tempo em que nπo poderß estar trabalhando por que estarß lendo ou fazendo trabalhos. Para nπo falar em curso de lφngua estrangeira. Qualificaτπo O Mestrado compreende 2 fases, uma onde vocΩ estuda, outra onde vocΩ s≤ pesquisa e redige a dissertaτπo. A qualificaτπo Θ um marco divis≤rio entre estas fases e acontece quando: * Vc nπo estß preparado * Jß fez todas as disciplinas ou cursos necessßrios * Tem alguΘm (da secretßria de P≤s-graduaτπo) te ameaτando com jubilamento se vocΩ nπo ficar ligado no prazo. Entπo vocΩ prepara um texto significativo que seria uma amostra (tipo um ou dois capφtulos) e fica perante um monte de gente (na verdade 3 ou 4 pessoas) explicando o que Θ que vocΩ estß fazendo da vida. Tem um monte de conselhos quanto a isso, mas e daφ? ╔ um rito de passagem, que nem passar no Vestibular. Mais tarde vocΩ chega na pessoa que acabou de passar por isso e faz a cΘlebre pergunta: - Foi bom para vocΩ tambΘm? Fase de Pesquisa (vulgo redaτπo da Dissertaτπo) A pior fase da sua vida. VocΩ descobre que nπo estß pronto para completar tudo, que falta uma porτπo de coisas, mas tem que fazer do mesmo jeito. E nunca se termina isso se nπo parar de incluir dados no material jß coletado. Uma coisa Θ colher material. Outra Θ usar o material para se chegar α conclusπo ou αs conclus⌡es. Mas daqui para frente, Θ morro abaixo. Defesa de Dissertaτπo Lembra como foi a qualificaτπo. Sem comentßrios. Vida ap≤s a P╙S. Nπo sei se existe. VocΩ s≤ sabe quando chega lß e eu, nπo sei nem se vou estar vivo semana que vem. Bibliografia: Quase ia me esquecendo. O ideal Θ procurar se informar e correr atrßs de tudo quanto Θ texto relacionado α metodologia. O que estß acima Θ meramente introdut≤rio. Nπo vou colocar uma lista porquΩ αs vΩzes a pessoa vai que nem barata tonta atrßs e nπo encontra.